quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Sintonizando com crianças pelo mundo...


Olá Gente...

Foram 45 dias compartilhando conhecimentos na Grécia, Inglaterra e China, ministrando cursos, palestras e atendendo crianças, que proporcionaram a Ale Duarte, mais do que experiências. O prazer de ensinar e alcançar resultados surpreendentes - quase milagrosos - foi o mais gratificante.

- É muito emocionante ver a transformação das crianças. Na China, em Pequim, atendi um menino de onze anos, muito inseguro e timido que apresentava problemas de baixa auto-estima e dificuldades de relacionamento. Trabalhei com ele e,  a medida que íamos atuando, ele foi se soltando, se percebendo e no dia seguinte (seus pais me contaram) ele já estava gritando a plenos pulmões: Eu soi um campeão! Isso é muito gratificante" - conta Ale Duarte.

Confiram algumas fotos dos programas realizados na China.







sexta-feira, 24 de outubro de 2014

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Sintonizando com Crianças 2: explicando como será o curso

ENCONTRO INTRODUTORIO AO WORKSHOP SINTONIZANDO COM CRIANCAS 


Para facilitar a aprendizagem das pessoas inscritas no curso Sintonizando com Crianças 2 que não participaram do workshop 1, Alê Duarte ministrou uma aula especial, no último dia 15 de outubro. Ele explicou que um dos objetivos do próximo programa será conseguir um maior controle sobre a imprevisibilidade da criança.


Ele contou aos presentes que começou a trabalhar com crianças em 1989, como professor de Educação Física. Depois estudou Rolfing e Experiência Somática e acabou criando sua própria metodologia:
- Observando o  mecanismo do corpo, que reage no esquema luta-fuga-congelamento e que se manifesta nas sensações, na fala, no corpo, fui buscando respostas para o que completaria este ciclo. E foi trabalhando com crianças que fui encontrando as respostas - falou.


Ale explicou as cinco fases do processo de autorregulação do Sistema Nervoso Autônomo - base do trabalho que desenvolve: 1) Assentamento, 2) Prontidão, 3) Ação, 4) Interação, 5) Integração.

Ale ressaltou que, para os professores, conhecer essas cinco fases  é uma forma de entender melhor os alunos. Identificar a fase em que cada um está facilita a relação e o aprendizado, e ajuda a fazer com que cada criança cresça como pessoa.



Ale Duarte compartilhou algumas de suas experiências com emoção, a cerca de quinze pessoas que acompanharam, atentas, os ensinamentos transmitidos.


Para Elaine Meneguci, professora da 5ª série da  Escola Municipal Edmundo Bittencourt, em Benfica, a metodologia, mais do que importante, é fundamental:

- Fiquei encantada com tudo o que aprendi aqui. Todos nós professores precisamos desenvolver esse olhar diferenciado. Como seria maravilhoso se esse trabalho fosse levado a todas as escolas. As crianças seriam mais valorizadas, cresceriam muito mais como pessoas e seriam mais felizes. Conclui


Se você quiser participar do próximo curso que será realizado de 30/10 a 02/11, entre em contato com Fátima Boucinhas (21) 2535 2997 ou Maddalena Beltrame (21) 98852-3966.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Conheça mais sobre o trabalho de Ale Duarte

SINTONIZANDO COM CRIANÇAS: 
UM WORKSHOP QUE ENSINA A ENTENDER AS CRIANÇAS.



Pense nas crianças do mundo: da África, Américas, Antártica, Ásia, Europa e Oceania.  Imagine as classes sociais, das mais altas as mais baixas.  Lembre-se das pequenas vítimas das tragédias naturais, como tsumanis, furacões, terremotos, guerras e da violência urbana como as atingidas por tiros na escola em Realengo, aqui no Rio. Crianças violentadas, maltratadas, traumatizadas, super protegidas, abandonadas...  Você consegue responder o que todas elas têm em comum?  Ale Duarte tem essa resposta.

Desde 2005, o consultor internacional, terapeuta, educador, Ale Duarte, viaja pelo mundo atendendo crianças e pais e ministrando programas criativos, flexíveis e simples para professores, educadores e profissionais que trabalham com crianças. Recém-chegado da Dinamarca, Alemanha e Turquia, onde prestou consultoria e realizou palestras e workshops, Ale lançou no Brasil  programa Tune In to Children, com o Workshop Sintonizando com Crianças: Aprendendo a ler a Comunicação Verbal e Não Verbal, que aconteceu em  julho de 2014. Agora, realizará o módulo 2, de 30/10 a 02/11, no Centro Cultural João XXIII, em Botafogo.



O PROGRAMA E O WORKSHOP.

“O Programa Sintonizando com Crianças (Tune in to Children) que vem sendo implantado em vários países, tem como objetivo ajudar o adulto a entender melhor as crianças e, principalmente, ajudar as crianças a conquistarem um espaço mais respeitoso com os adultos.  “É fácil entender a criança.  O adulto é que acaba complicando muito.  O workshop é aberto para terapeutas, professores, profissionais que trabalham com crianças e também para pais.

- Eu não vou trazer muito conteúdo técnico e sim estratégias e informações. Será mais de comos do que de porquês.  Quero que cada participante possa construir o seu aprendizado próprio e ter muitos insights.   Eles levarão idéias novas para entender e atender crianças, mas, principalmente, vão tirar de dentro de si conceitos, paradigmas, e até fantasmas.  Com isso, cria-se um campo onde pode aflorar uma ação mais focada, mais direcionada, eficaz e prazerosa para ambas as partes – a criança e o adulto” – explica o consultor que hoje é uma referencia mundial no tratamento do trauma.

Ale Duarte ressalta que o Workshop será muito útil para que os pais possam se equipar para lidar melhor com seus filhos e compreender o tempo próprio das crianças: “Muitas vezes, os pais - e professores também – forçam determinados comportamentos e ações que, quando não atendidos,  acabam levando para o pessoal, do tipo “esta fazendo ou não fazendo isso para irritar, provocar ou de pirraça.  Compreender esse tempo e a dinâmica da criança poderia, em alguns casos, até mesmo ajudar a evitar o uso desnecessário de medicamentos” – diz Ale Duarte.



HIPERATIVIDADE? TDAH? TRAUMAS? ESTRESS?

O especialista alerta que hoje esta havendo um uso excessivo e indiscriminado de medicamentos que abafam o mecanismo de autorregulação natural das crianças.  Segundo ele, os índices de diagnostico de hiperatividade nos Estados Unidos e no Brasil são muito altos, se comparado ao da Franca onde os médicos não consideram um comportamento mais agressivo, ou a falta de atenção, como doença. Compreendem que pode ser circunstancial e procuram as descobrir as causas.  “Aqui no Brasil, muitas crianças estão sendo diagnosticadas e rotuladas como hiperativas a partir de sintomas e isso é muito sério.  Eu, há anos, observava que algumas crianças eram realmente mais agitadas, mas ela não tinham esse diagnóstico.  Hoje, se constata um numero absurdo de diagnósticos de hiperatividades que chega a ser corriqueiro.  Só para se ter uma idéia, eu soube que em algumas escolas as crianças cantam na hora de tomar o remédio: É hora, é hora, é hora da tia Rita! (lina)” – conta com preocupação.

“O adulto minimiza, muitas vezes, os sentimentos da criança e considera bobagem questões que para ela são sérias.  É preciso saber conversar e escutar as crianças.  Em Hong Kong, por exemplo, atendi um menino cujos pais se queixavam de não conseguir se comunicar com ele, que andava o tempo todo de um lado para o outro, sem parar, falando palavras soltas...  Ao atendê-lo, descobri que, na realidade, o menino estava frustrado porque não havia recebido um presente que o pai havia prometido.  E toda essa falta de comunicação era uma questão simples. Eles haviam criado na criança a expectativa (prontidão) de receber algo que não se transformou em ação (brincar com o brinquedo novo), o que gerou um comportamento desajustado.”




A PERDA DO CONTATO HUMANO

Nos países por onde tem atuado, a queixa mais freqüente dos profissionais é a da hiperatividade das crianças.  Segundo Ale Duarte, antigamente, as crianças eram mais ativas fisicamente. Hoje, com toda a tecnologia, a criança recebe um excesso de estímulos. O olhar, as mãos, os dedos são as partes do corpo mais exercitadas, o que produz movimentos mais encurtados. Além disso, a relação passou a ser triangular e não mais olho no olho.  A longo prazo, ainda não é possível prever o que vai acontecer.  Mas já se observa em crianças dos EUA, Alemanha, Inglaterra, França e Brasil, a perda de flexibilidade e de contato humano.

“Como viajo por muitos países e lido com crianças de todas as classes sociais, tenho observado que crianças que brincam de forma mais espontânea têm mais flexibilidade e interagem melhor com as pessoas.  E crianças mais tecnológicas parecem estar ficando cada vez mais programadas, com mais dificuldade de se relacionar e de responder a comandos e informações pela voz.  A parte sensorial delas pode estar sendo prejudicada.  No futuro, elas podem ate perder a agilidade no contato humano e a habilidade de entender e reagir às emoções com rapidez e ate mesmo de entender uma simples cara feia.  Por outro lado, vão ganhar em velocidade e agilidade no mundo virtual e desenvolver ainda mais a capacidade de raciocinar” – fala com convicção.



A METODOLOGIA   

Tendo como base a Experiência Somática, a abordagem desenvolvida por Ale Duarte tem foco na auto-regulação do Sistema Nervoso Autônomo e na linguagem das sensações. Ele explica:

“Pode-se dizer que a autorregulação é o retorno a um lugar de integração, ou seja, a saída de um lugar de ansiedade para um estado de completude e de satisfação.  Existe um ciclo de começo, meio e fim, e recomeço.  É uma seqüência.  A criança se desregula e volta a se autorregular naturalmente. O problema é quando o corpo se desregula e quer voltar ao ponto de equilíbrio e não consegue, muitas vezes até por interferência de pais ou outros adultos nesse processo natural. Por exemplo, a criança pensa em pegar alguma coisa e os pais pegam para ela. Então, ela não completa a ação. É como downloads que não são concluídos”.

Ale Duarte ressalta que a criança tenta o tempo todo, de diversas maneiras, dizer o que está precisando, mas nem sempre consegue se fazer entendida.  E muitas vezes esse não entendimento provoca nela comportamentos não adequados e incômodos aos pais e outros adultos, o que os fazem buscar ajuda de profissionais que a diagnosticam como hiperativas e prescrevem medicação.  

“Com o uso de remédios, a criança pode até ficar mais quieta, menos falante, mas isso pode se sinal dela estar perdendo a força vital.  Ela não está melhorando, esta apenas mudando de comportamento.  Nos EUA, atendi um menino muito agressivo, que queria bater em todos.  Ele pegava uma espada e queria lutar com tudo e todos.  Conversando com a família, soube que houve um assalto na casa deles.  A criança ficou trancada em um quarto com a avó e não viu o que aconteceu.  Mas no imaginário dela, precisava defender os pais.  O comportamento mais violento era um impulso instintivo de proteger, preservar a si e a família.  Era o Sistema Nervoso Autônomo tentando completar um ciclo e achar um lugar de autorregulação.  Nesse caso, a agressividade era uma forma de comunicação. É preciso entender o que esta acontecendo com a criança e descobrir seus verdadeiros sentimentos e necessidades primarias”.


O PONTO EM COMUM.

O que as crianças de todas as nacionalidade e classes sociais têm em comum? Ale Duarte responde:

“A capacidade de Autorregulação. O Sistema Nervoso Autônomo (SNA) e a linguagem das sensações são iguais.  Todas têm a mesma base sensorial – não a intelectual.  O sucesso dos meus Workshops esta em buscar entender esse sistema basal. Faço a leitura do SNA - a programação é igual para todas neste nível mais instintivo do corpo, que posso resumir como luta, fuga e defesa.  Compreender o funcionamento do SNA faz ser possível ajudar no desenvolvimento de crianças – e também de adultos.  Um mecanismo de luta e fuga bem regulado é a base para o desenvolvimento; quando essa base não funciona direito compromete todos os níveis. E é isso que pretendo ensinar aos participantes deste workshop sobre crianças, no Rio de Janeiro”.



WORKSHOP SINTONIZANDO COM CRIANCAS: Mundos Internos e Externos.
DATA: 30 de Outubro a 02 de Novembro.
LOCAL: CENTRO CULTURAL JOAO XXIII, RUA BAMBINA, 115, BOTAFOGO.

Organização: Fátima Boucinhas (21) 99976 2941 e Maddalena Beltrame (21) 98852-3966